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TERAPIA COMPORTAMENTAL DIALÉTICA

A Terapia Comportamental Dialética (DBT) foi desenvolvida ao longo da década de 1970 pela PhD. Marsha Linehan e direcionada para o tratamento de pacientes com comportamentos auto lesivos sem intencionalidade suicida (CASIS) e suicidas crônicos. Ao longo do seu trabalho, a PhD. Linehan percebeu que a maior parte da sua população de pacientes fechava critérios diagnósticos para o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB). Dessa forma, ela resolveu estudar a efetividade desse tratamento para essa população de pacientes e acabou por evidenciar não só que a Terapia Comportamental Dialética (DBT) é efetiva, mas que é a abordagem com maior efetividade existente até o momento para esses pacientes. Além do Transtorno da Personalidade Borderline, a DBT se mostra eficaz para Transtorno do Humor Bipolar, Depressão Crônica, Transtorno por uso de substâncias e outras adições, Transtornos Alimentares (todos), Transtorno Desafiador Opositivo, Transtorno de Estresse Pós Traumático, Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade, Adolescentes suicidas e com CASIS, Depressão maior, Violência conjugal (para os parceiros violentos), Familiares de pacientes com TPB, familiares de pacientes suicidas, entre outros.

A DBT é uma abordagem de tratamento que engloba três pilares fundamentais: 1) A mudança através da análise do comportamento (a qual coloca que os nossos comportamentos são selecionados a partir das consequências que eles produzem; 2) A aceitação radical de quem de fato somos, das nossas histórias de vida e da nossa realidade atual sem tirar nem colocar nada. Esse ponto não se refere a ideia de se conformar com as coisas, pois isso não é aceitação, mas sim o de poder ativamente escolher aceitar as coisas como são para que assim possam-se dar os passos necessários para a busca de uma vida que valha a pena ser vivida; 3) A busca do equilíbrio entre aceitação e mudança.

O processo terapêutico configura-se em duas linhas gerais de objetivos centrais construídos com o paciente: os comportamentos que necessitam ser reduzidos (comportamentos de risco de vida, que interfiram na terapia, que interfiram na qualidade de vida, comportamentos que atrapalhem o paciente e que sejam decorrentes de aspectos traumáticos ou de outras problemáticas de vida que o paciente possa ter, que interfiram no auto respeito e que interfiram no senso de realização pessoal) e os que necessitam ser aumentados (habilidades de consciência plena – mindfulness -, de efetividade interpessoal, de regulação emocional e de tolerância ao mal estar). Dessa forma, para que se consiga atingir esses dois objetivos centrais a Terapia Comportamental Dialética (DBT) possui uma organização modular conforme apresentamos abaixo:

Terapia de Aceitação e Compromisso

Enquanto Steven Hayes e colaboradores procuravam compreender como se desenvolvem e funcionam a linguagem e a cognição humana, através da Teoria das Molduras Relacionais, eles também dirigiram atenção para a criação de uma terapia com o foco no desenvolvimento da Flexibilidade Psicológica. Isso porque, embasados em alguns estudos científicos, descobriu-se que grande parte do sofrimento humano está associado à 1) não desejar sofrer (paradoxalmente, não desejar sofrer aumenta o sofrimento), 2) a considerar pensamentos, lembranças imagens mentais literalmente reais, 3) a se fixar em um conceito da própria pessoa sobre ela, 4) a permanecer mais tempo no passado e no futuro do que no presente, 5) a pouca clarificação do que é importante para a vida e 6) de poucas ações que direcionem a essa vida importante.

Com esses conhecimentos, a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) foi estruturada e está em pleno desenvolvimento, com evidências científicas na modificação das funções dos mais diversos comportamentos. A ACT associa processos de atenção e aceitação com compromisso e mudança de comportamentos, visando o desenvolvimento da Flexibilidade Psicológica (Hayes, Pistorello e Biglan, 2008). Abaixo se apresentam os seis processos trabalhados no decorrer da terapia:



O trabalho se direciona a desenvolver aceitação daquilo que não pode ser mudado (pensamentos, história, imagens, sofrimento), diminuindo comportamentos de esquiva da experiência interna, e comprometimento com comportamentos que aproximem a pessoa da vida que seja importante para ela. Isso utilizando o contato com o momento presente, através de mindfulness, como eixo base para a mudança. Caso não seja claro o que é importante ou estejam acontecendo muitos comportamentos prejudiciais a sua vida, a ACT pode lhe auxiliar na identificação disso.

Atualmente, a ACT já apresenta resultados de eficácia em dor crônica, depressão, ansiedade, TOC, sintomas psicóticos, perda de peso, uso de substâncias, transtornos alimentares, entre outros. Talvez, a ACT pode ser bem útil para ajudar você a mudar a sua vida.